• Dra. Priscila Cecilio

HOMEM FAZ PERFIL FALSO DE CONHECIDA, OFERECE SEXO E CHANTAGEIA HOMENS COMPROMETIDOS


A empresária T.O.C. não imaginava que seria vítima de um perfil falso com fotos suas através de um conhecido. O "amigo", que conheceu em baladas, montou um perfil com fotos verdadeiras da vítima, usando um nome fictício e complementado com fotos picantes que baixou da internet, de outras pessoas.

O criminoso misturava fotos de rosto da vítima com fotos de corpo de modelos que encontrava na rede mundial de computadores.


A partir daí, começou a pedir amizade na rede social, especialmente para homens casados e comprometidos. T.G.R.S, o autor dos fatos, iniciava conversas com os homens que ficavam "apimentadas". A situação evoluia para troca de fotos íntimas. Neste momento o criminoso usava fotos de modelos nuas, não mostrando o rosto, que provavelmente baixava da internet. Ao mesmo tempo salvava as imagens que os homens lhe enviavam. Em poder da conversa e das fotos dos homens T.G.R.S passava a exigir dinheiro de suas vítimas.

A empresária foi alertada por seus amigos da existência do perfil "fake" e deu início à ação penal em que o acusado foi condenado pelo crime previsto no artigo 307 do Código Penal, que prevê detenção de para quem atribuir a si falsa identidade para conseguir vantagem.


Depois da condenação a vítima pediu a condenação também em danos morais, no juízo cível. Em primeira instância a Justiça de Pilar do Sul, no interior de São Paulo, deu apenas 5 mil reais. O advogado da autora, Claudio Dias Batista, recorreu. Quando ela procurou Dias Batista Advogados queria um valor. entendemos que a exposição da pessoa neste nível não tem preço, mas que, para acompanhar outras decisões, não deveria ser inferior a dez mil reais, por isto recorremos, diz o advogado.


A advogada Priscila Cecilio, do mesmo escritório, explica que o valor pedido foi de 20 mil reais. O Tribunal de Justiça reformou a decisão de Pilar do Sul, aumentando a indenização para R$ 15.000,00 o que está de acordo com o entendimento dos tribunais.





A advogada explica ainda que casos assim são mais comuns do que se pensa. Consulte sempre um advogado de confiança em casos assim, diz, a Dra. Priscila, que tem inúmeros casos como este. Do processo não cabem mais recursos ordinários. O processo recebeu o número 1000686-40.2019.8.26.0444.

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